Escolhendo ser ágil agosto 8, 2008
Posted by Gleibson Rodrigo "dartanham" in agile.Tags: agile
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Acabei de ver um dos vídeos disponibilizados por Vinícius Teles, da Improvit.
No final do vídeo acabei lembrando de diversos problemas e confusões enfrentadas quando à documentação em XP. Ao longo da minha graduação trabalhei em diversos projetos em que a equipe optou por utilizar metodologias ágeis. Em um desses projetos, bastante grande por sinal, a equipe inteira se comprometeu a realizar um workshop de metodologias, para entender qual delas se enquadrava melhor dentro da nossa realidade e dentro da natureza do projeto. Foi realizado um workshop com XP, RUP e PRO .NET. Em votação a equipe inteira optou por utilizar XP, porém, reaproveitar os modelos de documentos da metodologia PRO .NET, que são excelentes.
Um comportamente atípico, tendo em vista o que a maioria das equipes, daqui do Centro de Informática – UFPE, faz. Nossa equipe, da qual fui gerente, realizou um estudo bastante amplo da metologia, e realizou as apresentações para todos os envolvidos no projeto, o que resulta em uma equipe de 12 pessoas, que efetivamente colocariam a mão na massa para produzir o software e para rodar o XP. A maioria das equipes de alunos, e algumas vezes até de profissinais, escolhem utilizar XP apenas porque a mesma está sendo bastante discutida no meio de desenvolvimento de sofware, e opta-se por utilizar uma coisa nova.
A principal questão é um detalhe capaz de arruinar qualquer estudo, o senso comum. A própria equipe possui porquíssimo, ou nenhum, conhecimento a respeito da metodologia que vai utilizar. Em pesquisas mais rápidas, devido ao prazo do projeto, encontram pela web diversas pessoas comentando que metodologias ágeis são muito defazadas em documentação e que em metodologias ágeis não precisa-se documentar nada. Quando o projeto fracassa a própria equipe argumenta que a culpa foi da metodologia que utilizaram, que não previa nenhum tipo de documentação. Esse comentário contamina os semestres anteriores, que entram na disciplina decididos por não utilizar XP porque a mesma não prevê documentação e muitos projetos já fracassaram com ela.
A incompetência e irresponsabilidade de diversos profissionais e estudantes acaba criando um senso comum perigoso em torno das metodologias ágeis como um todo. Isso acaba por dificultar ainda mais a entrada de metodologias ágeis em empresas de sofware mais tradicionais. O que gera uma richa, desnecessária, entre ágeis e tradicionais.
O mundo de software já é maduro o suficiente para entender que as coisas podem até funcionar bem sozinhas, mas quando estudos sérios, são unidos com resposabilidade e talento, podemos conseguir resultados ainda melhores.
Fica um apelo de um gerente que adota metodologias ágeis: No momento em que vocês optarem por serem ágeis, sejam responsáveis na utilização e na pesquisa. Não culpem a metodologia pelo fracasso no projeto. No máximo, a culpa foi de ter escolhido utilizar metodologias ágeis onde as mesmas não se encaixavam.
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